Apresentando o ativismo de jovens indígenas. Inspirando a contação de histórias indígenas: Iván Jaripio, Panamá

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Para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas de 2018, estamos apresentando alguns trabalhos fantásticos realizados por jovens ativistas indígenas do mundo todo.

Conheça Iván Jaripio, cineasta indígena emberá do Panamá. Graças a seu talento para
o cinema, ele já recebeu diversos prêmios em festivais e financiamentos para a produção de filmes, e sua trajetória o tornou um porta-voz de sua comunidade e de outros jovens
indígenas. Neste ano, Iván criou e organizou a primeira edição do Jumara Festival Internacional de Cinema Indígena do Panamá.

Em que você tem trabalhado?

O objetivo do festival é dar voz a povos indígenas de todas as nações para visibilizar
suas lutas, crenças, culturas, costumes e cosmovisões. É um espaço que dá grande
valor a obras audiovisuais, reconhece e apoia seus cineastas criadores.

O primeiro Jumara Festival Internacional de Cinema Indígena do Panamá foi realizado na
comunidade Piriati Emberá de 12 a 14 de julho. Nesses três dias, recebemos
1.325 pessoas, inclusive visitantes da cidade e de comunidades próximas.

O que motivou você a organizar esse festival?

Eu já participei de diversos festivais nacionais e internacionais, e é raro encontrar
produções realizadas por indígenas e que abordem temas relativos a essa população. É
por isso que me motivei a realizar um festival de cinema indígena organizado por indígenas.

Por que é importante que os jovens assumam a liderança nessas atividades?

Isso é importante porque a desigualdade aumenta a cada dia, e é difícil lutar contra ela. Um meio audiovisual é uma ferramenta muito poderosa atualmente. Eu uso esse meio para abordar essa desigualdade e as diferentes lutas por direitos a oportunidades iguais. E os jovens são fundamentais para realizar esse trabalho.

O que você gostaria que outros jovens do mundo fizessem com suas histórias?

Eu gostaria que outros jovens narrassem suas próprias histórias de seu próprio ponto de
vista e produzissem particularmente cinema indígena. Dessa forma, podemos fazer a
diferença e estabelecer um estilo cinematográfico com identidade.

Quem está envolvido