Comunidades combatem produtores de coca

O Estado peruano reconhece formalmente os guardiões da floresta

Peru

Duração: 7:42


Available in 4 languages


Lançado: setembro 2017

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Roberto, Teófilo e as comunidades shipibo-conibo cuidam de sua floresta há décadas. Eles utilizam um inovador sistema de monitoramento florestal que combina patrulhamento tradicional a pé com as mais recentes tecnologias, como GPS, aplicativos móveis, alertas de desmatamento gerados por satélite e drones. Essas ferramentas têm permitido que monitores comunitários, ao lado de agentes públicos, localizem e identifiquem invasores de terra, cortadores ilegais de madeira e crescentes atividades ilícitas de cultivo de coca e tráfico de drogas em seu território ancestral. Eles enfrentam a intimidação constante de colonos
invasores. Em 2012, Eliseo Picón, membro da comunidade, foi assassinado; Roberto e Teófilo
seguem recebendo ameaças de morte.

Em 21 de setembro de 2017, pela primeira fez na história do Peru, as comunidades nativas shipibo-conibo de Nueva Saposoa e Patria Nueva foram credenciadas oficialmente pelo Estado como monitores florestais.

Isso confere a essas comunidades o histórico reconhecimento legal para fazerem cumprir a legislação florestal peruana em suas terras de direito, inclusive a autoridade para interromper a extração e o transporte de recursos naturais, além de um vínculo direto com as autoridades florestais.

Recognition to Land, Territories and Resources

Communities need ownership over their ancestral land in order to protect forests. With no formal land title traditional communities often face serious conflict when trying to evict illegal loggers, poachers and land grabbers. Who will believe their claims without precise maps and legal title deeds?

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